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Diário de uma quarentena: Day 1

Hoje precisei sair de casa para ir ao médico.  Estava com muita dor de ouvido e fazia alguns dias que não conseguia nem dormir de lado. Coloquei uma máscara descartável, peguei meu carro e saí munida de álcool gel rumo a um hospital otorrino perto de casa. 

Chegando lá, procurei pela fila mas fiquei confusa, até que a recepcionista me informou que aquela barreira era para que as pessoas não se aproximassem do balcão. Ah. Além disso, a cada duas cadeiras da sala de espera do PS, havia uma folha impressa com um X vermelho, indicando que as pessoas não se sentassem ali e deixassem um espaço entre elas.

Consulta feita, receita na mão e lá fui eu para a farmácia comprar o anti-inflamatório receitado. Ao passar pela porta, logo fui recebida com um pingo de álcool gel nas mãos. Ah! Na fila, o mesmo X visto nas cadeiras do hospital, e no balcão, a mesma barreira para manter distância. Entendi que este é o novo protocolo. 

Aproveitando que estava de máscara, carro e álcool gel, aproveitei também para passar no supermercado e comprar alguns itens que estavam acabando. Muita gente com máscara e com luva plástica. E havia até uma mulher com um avental de hospital, sabe aqueles que você coloca pra fazer exame e que é aberto atrás? No caixa, uma placa ainda dizia: "fale com o atendente somente o necessário". Fiquei pensando se Bom Dia e Obrigada eram considerados necessários.  

As coisas andam mesmo muito diferentes por aí...



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