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Bom dia da mamãe

Mensagens de bom dia da mamãe...  07/01/2026 Bom dia! Que nunca nos falta fé e a presença de Deus em nós. 13/01/2026 Nada, nem ninguém, impede o agir de Deus em nossa vida. Bom dia !!! 26/01/2026 Que esta semana seja guiada por decisões acertadas. Deus à frente de tudo. Bom dia !!! 28/01/2026 Bom dia! O hoje e o amanhã estão nas mãos de Deus, que quer o nosso bem. Aleluia !!! 30/01/2026 Que sua caminhada seja guiada pela fé e iluminada pela graça do Senhor. Bom dia !!! 31/01/2026 Bom dia! Que a semente de fazer o bem esteja em nossos corações, hoje e sempre. Aleluia  !!! 03/02/2026 Hoje é dia de São Brás. Ele livrou o espinho de peixe da garganta de uma criança. Por isso, vamos receber a bênção na garganta. Tudo é fé. Agradeço. 05/02/2026 Acordar bem e com saúde é um tremendo privilégio. Bom dia !!! 06/02/2026 Que o amor de Deus ilumine seu caminho e prepare um final se semana de paz. Bom dia !!! 10/02/2026 Que Deus abençoe cada desejo que você carrega no coração.  E vamo...
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O mundo é líquido

O mundo moderno é líquido.   Este conceito foi criado no ano 2000 pelo sociólogo polonês  Zygmunt Bauman  e se baseia na premissa de que, atualmente, tudo é flexível, frágil e temporário : nossos empregos, nossos relacionamentos, a tecnologia, o consumo. Em contrapartida, no mundo sólido dos séculos anteriores, as  famílias eram tradicionais, os empregos eram fixos e os compromissos, duradouros.   No mundo líquido, tudo está em constante transformação e isso possui diversos impactos na nossa vida cotidiana: as relações afetivas se tornam mais superficiais e menos duradouras ( o amor líquido ); as pessoas se isolam cada vez mais devido à evolução da tecnologia; o consumismo gera prazer imediato; e temos uma sensação constante de insegurança em relação ao futuro ( o medo líquido ).  O livro " 44 cartas do mundo líquido moderno " inclui uma compilação de cartas que foram escritas pelo próprio Bauman a uma revista feminina da Itália, de 2008 a 2009, c...

Gen X

Nascida em 1977, faço parte da Geração X, aquela espremida entre os baby boomers e os millenials, entre o físico e o digital, entre vestir a camisa da empresa a qualquer custo e focar na saúde mental. Presenciei a democratização e a globalização do mundo, fui da Blockbuster ao Netflix , das fotos reveladas às digitais, dos LP's e fitas cassete ao Spotify . Convivo muito com pessoas mais novas que eu, principalmente no ambiente profissional, e adoro contar histórias do século passado, quando a vida não era tão fácil como é hoje. Mesmo assim, devíamos aguentar todas as dificuldades da vida sem reclamar, sem mimimi. Só nos restava suportar e seguir em frente, não havia margem para objeção: devíamos obedecer aos nossos pais e nossos chefes, sem contestar.  Durante a minha infância, não havia streaming para assistir aos desenhos de que gostávamos, na hora que quiséssemos; víamos o que passava na TV aberta naquele horário, na maioria das vezes desenhos repetidos que já sabíamos de c...

Cicatrizes

Sempre tento pensar que tudo acontece por um motivo... Mas, sinceramente, ainda não sei dizer por que, há uma semana, eu tinha que tropeçar na rua, menos de um minuto depois de começar a correr, e cair em cima do meu ombro direito. Foi como se eu quisesse dar uma cambalhota. Ralei as mãos no cimento, bati a cabeça (felizmente, na grama), e senti uma dor aguda no ombro. Fiquei estatelada no chão até que meu marido me alcançasse e me socorresse, enquanto as lágrimas escorriam. Mesmo assim, quando ele me perguntou se eu achava que tinha quebrado alguma coisa, nem imaginava que isso poderia ter acontecido. Fomos para o pronto-socorro ortopédico e, antes de sair o resultado do raio-X, o médico já adiantou o diagnóstico: você deve ter quebrado a clavícula . Fico pensando por que isso tinha que acontecer na minha vida, mas não consigo encontrar uma resposta. Por que um tombo tão besta, da minha própria altura, precisou causar tanto estrago assim a ponto de eu precisar fazer uma cirurgia?...

Homens que perdemos (por serem negros)

 Tenho várias coisas em comum com Jesmyn Ward: nasci apenas 3 dias depois da autora americana, ela no dia 01 de abril de 1977, e eu no dia 4 do mesmo mês e do mesmo ano. Também fui uma adolescente tímida e insegura, muito estudiosa e desde cedo uma leitora voraz. Adorava passar o tempo na biblioteca municipal e minhas brincadeiras sempre giravam em torno da minha escrivaninha. Entretanto, o que me diferencia de Jesmyn é o privilégio que tive por ser branca. Ao contrário da autora, que nasceu em uma família negra do Mississippi, eu nunca sofri nenhum tipo de abuso, nunca tive amigos que usavam drogas, que não tinham oportunidades de estudar ou de conseguir um emprego. Sempre me considerei parte da elite intelectual, tendo estudado em excelentes escolas e universidades, enquanto Jesmyn era a única negra em escolas predominantemente brancas, apenas tendo tido este acesso devido a bolsas de estudo. No livro “Homens que perdemos”, Jesmyn narra a morte de cinco homens importantes para ...

Carta para uma amiga querida

 Minha amiga querida Espero que esteja tudo bem com você! Resolvi te fazer uma surpresa e mandar uma cartinha dessa vez, ao invés do "audião" de sempre. Na semana passada, participei de uma oficina de escrita de cartas e propuseram que enviássemos uma carta a alguém. Então eu não poderia pensar em outra pessoa além de você para receber essa carta. Me lembrei de como era gostoso receber uma carta pelo correio, principalmente de pessoas queridas. Parece que faz séculos que isso não acontece (ou, pelo menos, a última vez que aconteceu deve ter sido mesmo no século passado). Através das cartas, conseguimos colocar nossa caligrafia, nosso pensamento e assim estarmos mais presentes e mais conectados com a outra pessoa. Precisamos ter o esforço de escrever a mão e de levar a carta ao correio, porque isso significa muito para nós. E essa escrita ficará eternizada no papel, ao contrário de uma mensagem de WhatsApp ou de um e-mail, que nunca será relido. Uma pessoa na oficina comentou ...

Viva a imperfeição!

Há seis meses, mudamos para um apartamento novo, em uma cidade nova. Deixamos o apartamento alugado anterior, onde morávamos havia cinco anos, por outro, também alugado e um pouco menor. O sonho de sair de lá somente para ir para o nosso próprio imóvel, que compramos na planta, ficou para depois, já que a obra está mais de um ano atrasada. Todos aqueles planos de termos uma casa planejada, digna de uma revista de arquitetura, foram postergados. Sempre almejei a perfeição em tudo. Nos estudos, queria tirar nota máxima em todas as matérias, sempre. No trabalho, buscava ser a funcionária mais elogiada. No piano, desejava tocar as músicas sem nenhum erro. Nada mais óbvio, portanto, que na minha casa eu também quisesse tudo impecável: design clean , objetos de decoração modernos, almofadas afofadas, tudo superorganizado e instagramável. Por esse motivo, quando estávamos escolhendo o apartamento atual, enxerguei vários defeitos, como a pintura malfeita, a marcenaria desalinhada, o espelho li...