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Como os podcasts mudaram a minha forma de enxergar o mundo

Dois anos atrás, podcast pra mim era uma palavra praticamente desconhecida. Sabia que eles existiam, mas nunca tinha escutado nenhum. Até que comecei a trabalhar em Alphaville e os longos períodos diários em que eu passava no trânsito começaram a me entediar. Foi aí que meu namorado sugeriu que eu ouvisse podcasts durante o trajeto... Comecei com podcasts de notícias, de resumo de livros e de empreendedorismo. Mas logo fui evoluindo para debates sobre temas polêmicos, entrevistas com gente famosa ou nem tão famosa, programas humorísticos e discussões sobre o mercado de trabalho. Hoje, posso dizer que os podcasts mudaram a minha forma de enxergar o mundo. Eles me mostram diversas opiniões sobre temas atuais, me fazem pensar sobre os assuntos que são discutidos, me fazem rir e até chorar com as histórias contadas. Além, claro, do entretenimento e do conhecimento adquiridos durante meu trajeto para o trabalho, minhas caminhadas e minhas atividades domésticas.  Mas o que mais me motiv...

Toda segunda é um pequeno Reveillon

O livro ainda está na minha wish list, mas posso dizer que, ao contrário de muita gente, adoro as segundas-feiras!  Para mim, é um dia para recomeçar, para renovar a esperança. É o dia em que estou descansada e motivada para cumprir minhas metas. O dia de começar a dieta, de mudar os nossos hábitos, de não faltar na academia. É a não preguiça, a não procrastinação.   Feliz segunda-feira a todos!

Diário de uma quarentena... Day 365

Há exatamente um ano, fiz meu primeiro post sobre a pandemia. Naquela época, tudo era novidade. O álcool gel, o trabalho remoto, a indignação por perder todos os eventos já planejados. Ainda não usávamos máscaras, havia poucas mortes no Brasil e, o mais surpreendente, é que achávamos que tudo isso iria acabar no mês seguinte.  Tudo aconteceu de repente, sem entendermos muito bem como teríamos que agir ou lidar com essa situação. O "novo normal" - expressão muito usada atualmente, e também rejeitada - era realmente novo. E aí, tudo foi simplesmente acontecendo... Nos revoltamos, nos resignamos, nos acostumamos.  Parece que já estamos assim há muito mais que um ano. Ao mesmo tempo, parece que o tempo parou e que, quando olharmos para trás lá do futuro, haverá uma lacuna nesse fatídico ano de 2020 - e ao que tudo indica, de 2021 também. E quem imaginaria que, um ano depois, estaríamos em um cenário ainda pior que antes? O final do ano nos trouxe esperança, com a baixa dos casos ...

Não tenho maturidade...

Não tenho maturidade para lidar com a morte. Não estou preparada para ver alguém partir, ou para consolar um amigo que perdeu um ente querido.   Recentemente assisti a um documentário sobre a vida após a morte, e fiquei impressionada com a forma que algumas culturas lidam com o tema: um processo natual, e não um motivo de sofrimento para a família e os amigos que permanecem nesse plano.  Até o famoso "meme do caixão", que viralizou no início da pandemia, retrata um ritual comum de alguns países africanos, em que a morte é considerada um motivo de celebração, dança e alegria. Na minha opinião, é muito difícil pensar assim. Geralmente ficamos tristes com a partida das pessoas que amamos, seja ela esperada devido a uma enfermidade ou à velhice, ou ainda repentina, no caso de jovens ou de mortes por acidente. Recentemente, tem morrido muita gente conhecida, principalmente por causa do coronavírus... Abro o Facebook e tudo o que vejo são pessoas se despedindo de um paren...

Quando chama o coração

When calls the heart é uma série bobinha, eu sei. Dessas tipo novela das 6 de época, romântica, leve e ingênua. Desde o começo, você já percebe que o romance de Elizabeth e Jack é perfeito demais e impossível de acontecer na vida real. Mesmo assim, me deu uma vontade enorme de continuar assistindo. Ultimamente, tenho evitado as notícias, e confesso que estou bastante alienada sobre o que acontece no mundo. A crise na saúde, na economia e na política não me motivam a estar atualizada. Por isso, assistir a essa série praticamente todos os dias à noite durante a quarentena, como uma novelinha diária mesmo, aqueceu meu coração. Tudo o que eu queria depois de um dia intenso de trabalho, sem sair de casa, era uma notícia boa, um final feliz a cada episódio. Para quem não conhece, When calls the heart conta a história de Elizabeth, uma professora de família rica que cruza o Canadá em busca do seu propósito. Ela vai parar em Coal Valley, uma cidadezinha devastada pela explosão recente de uma...

Meu propósito

Hoje em dia, trabalhar com nosso propósito virou mais um clichê corporativo. Confesso que demorei muito tempo para encontrar o meu... me lembro de quando saí da faculdade de Ciência da Computação e não me identificava com as ofertas de emprego dessa área. Não gostava de programação e nem de suporte técnico e, naquela época, não havia tantas opções de trabalho na área de TI como hoje em dia. Então, se eu não queria trabalhar na minha área de formação mas também não tinha conhecimento em outras áreas, com o que eu poderia trabalhar?  Acabei entrando em uma consultoria, onde fiquei dois anos sem me sentir útil. Saí de lá com alguma experiência (principalmente em viagens corporativas), porém sem nenhuma especialidade. Fiquei mais 10 anos trabalhando em uma empresa de Telecomunicações, passando por diversas áreas que não tinham a ver com a minha formação em computação, mas que me agregaram muito conhecimento sobre diversos processos específicos daquela indústria.  Descobri que gost...

De outros carnavais...

Carnaval pra mim sempre foi sinônimo de diversão, de aglomeração...  Amava o carnaval, desde a época do Garça Tênis Clube, quando eu não via a hora de completar 14 anos para poder pular durante 5 noites seguidas, até o amanhecer!  Curtia desde marchinhas antigas até samba enredo, de axé a gafieira. Fui diversas vezes a Salvador. Pulei no bloco, no camarote e na pipoca. Customizei abadá, comprei 3 piriguetes por R$ 10 e fiquei horas na fila para ir no banheiro do caminhão de apoio. Também já fui em um Carnavio, onde me fantasiei de policial, dancei música eletrônica em volta da piscina e bolero no piano bar.   Ia nos bloquinhos de rua do Rio desde quando eles ainda nem eram tão populares para não cariocas. Desfilei na Marquês de Sapucaí e depois assisti ao desfile da arquibancada, ao lado do recuo da bateria, debaixo de uma chuva torrencial. Já fui aos ensaios das escolas de samba do Rio e de São Paulo, assisti ao desfile paulista no camarote da Brahma e passei um car...