Skip to main content

Prateleiras que contam histórias

Um dia desses, enquanto trabalhava em meu home office, me distraí olhando para as prateleiras e pensando em tudo aquilo que estava ali em cima. Livros, presentes de amigos, souveniers de viagens, medalhas de corridas de rua, brindes de eventos e fotos da minha família... 



O filme da minha vida passou pela minha cabeça. Todos esses detalhes fazem parte do que sou, dos momentos que vivi, dos lugares que visitei, das pessoas que conheci. Aquela prateleira é uma miniatura da minha trajetória, de tudo o que eu construí e das escolhas que me fizeram chegar até aqui.

Coincidentemente, enquanto ainda estava sob os efeitos deste devaneio, ouvi um podcast em que o antropólogo Franklin Lopes fala sobre a relação que temos com a nossa casa. E tudo se encaixou.

Nossa casa é um museu autobiográfico, diz ele. Ela reúne objetos que carregam nossas memórias e criam a narrativa da nossa vida. Por isso, quando olhamos para a nossa casa é como se olhássemos para um espelho. Nossa casa é o nosso refúgio, é onde podemos ser vulneráveis e nos mostrar como realmente somos. 

E assim, percebi que, não apenas aquela prateleira de livros, mas toda a minha casa, é cheia de lembranças. E essas lembranças me trouxeram um sentimento enorme de nostalgia. Mas uma nostalgia que me enche de orgulho e de gratidão por todas as experiências que tive até hoje. 

Que a minha casa continue sempre evoluindo comigo e contando a minha história... 

Comments

Popular posts from this blog

Meu pai

Meu pai foi um homem muito bom.  Bom marido, bom filho, bom pai. Até bom genro ele foi, o preferido da minha avó. Há alguns anos, postei uma foto com ele no Dia dos Pais dizendo que ele era o pai mais amoroso e carinhoso do mundo. E essa é a mais pura verdade! Em uma casa só de mulheres, sempre tratou sua esposa e suas quatro filhas com muito amor e respeito. Foi casado durante 67 anos com a minha mãe e, mesmo depois de todos esses anos, eles ainda andavam na rua de mãos dadas e dormiam de conchinha. 💗 Nos últimos anos, talvez porque ele sabia que não estaria conosco para sempre, queria todas as filhas por perto e era um grude com a minha mãe. Todos os dias, eles iam jogar bocha juntos e assistiam à missa na TV abraçadinhos. Minha mãe não podia nem sair para ir ao mercado que ele já perguntava onde ela estava!   Hoje, dia 21 de abril de 2025, meu pai estaria fazendo 93 anos. Mas, infelizmente, ele nos deixou no dia primeiro de janeiro deste ano, depois de 10 di...

Rosas roubadas

Hoje vi uma roseira e fiquei lembrando da época em que recebíamos rosas roubadas, na nossa adolescência la em garça... que saudade! como era bom acordar e ganhar um presentinho desses, nem sempre com bilhetinho mas sempre nos fazia sorrir! Será que os homens ainda são românticos assim?

Tá puxado!

Os últimos dois anos foram puxados! Pandemia, política, economia... tudo nos causa stress. Ligo a televisão e só vejo notícias pesadas, é difícil não me impactar com tanta desgraça.  Ultimamente, prefiro me abster de imagens de guerras e enchentes, para não absorver essa energia negativa. Prefiro não sobrecarregar o que já está tão complicado, mas ao mesmo tempo preciso tomar cuidado para não me alienar de tudo o que está acontecendo.   Alguns fatos mais próximos me tocam mais, e para estes, dou maior atenção. Me sensibilizo mais com a dificuldade financeira de uma família da minha comunidade, por exemplo, do que com a guerra da Ucrânia, pois isso é algo com que eu posso contribuir. Talvez se eu já tivesse visitado o país, ou conhecesse alguém de lá, mudaria um pouco essa visão... Não é sobre não me importar com as pessoas, e nem sobre ser insensível a um problema mundial tão assustador. Mas já pensou se eu fosse me preocupar com todos os problemas do mundo? Isso me causa...