Faz tempo que não comemoro o Ano Novo, ao contrário de alguns anos atrás, quando costumava ir a festas badaladas ou praias com fogos de artifício. Ultimamente, tenho ficado em casa, dormido antes da meia-noite e nem os fogos na TV tenho visto. Parece que o novo ano é apenas uma continuação do ano anterior, e não o início de um novo ciclo. O que antes me causava lágrimas de emoção por começar algo novo, agora não me emociona mais.
Não sei se isso se deve à maturidade, ao casamento ou a algum outro motivo não identificado. O fato é que, quando eu era mais jovem, tinha mais disposição para viajar para uma outra cidade, me divertir em uma festa e ficar acordada até o amanhecer do primeiro dia do ano. Hoje, penso que vou gastar um dinheiro absurdo para ter que ficar em pé, rodeada de muita gente e tendo que usar um banheiro público. Que preguiça...
Este ano, ainda por cima, o dia primeiro de janeiro também marcou o primeiro ano da morte do meu pai. Ao mesmo tempo que passou muito rápido, parece que já faz muito mais tempo que ele não está mais presente. Será que a partir de agora esta vai se tornar uma data triste para mim e para a minha família?
Mesmo assim, nunca penso que "este foi um ano ruim" ou que "este foi um ano bom". Sempre vejo que muitas coisas boas e outras ruins acontecem durante o ano e tento focar em tudo o que conquistei. Não sou daquelas que diz que quer que o ano termine logo para esquecer tudo o que aconteceu durante este período.
Ainda não fiz a revisão das minhas metas de 2025 e tampouco defini minhas metas de 2026. Mas sei que fiz muitas coisas diferentes, que conheci muitos lugares novos e que evolui como pessoa. Entrei em um clube do livro e foi o ano em que eu li mais livros na minha vida. Me dediquei à religião, comecei a ler a bíblia e participei das leituras da missa. Aprendi coisas novas e fui reconhecida no meu trabalho. Melhorei a minha alimentação, voltei a correr e fiz exercícios físicos como nunca. Priorizei a minha família e o meu marido, encontrei muitos amigos queridos e fiz novas amizades.
Mesmo que eu não tenha feito tudo o que tinha proposto para o ano passado, não me sinto frustrada por isso. Também fiz muitas outras coisas que nem estavam planejadas e dei espaço para o acaso acontecer. Só posso agradecer por tudo o que passou e como cada coisa aconteceu.
Para 2026, desejo muitas novidades na minha vida. Começo o ano em uma casa nova, em uma cidade nova e com uma rotina nova que ainda terei que criar. Quero correr 10 km, voltar a tocar piano e continuar a fazer todas as coisas que me fizeram bem no ano passado. E, principalmente, ter mais qualidade de vida, que era o objetivo principal dessa mudança. Que venha o Ano Novo!
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