Sempre soube que eu era uma pessoa típica da era moderna, acostumada com água encanada (e quente), energia elétrica e, recentemente, com a internet sem fio. Não consigo me imaginar vivendo em uma época sem esses pequenos luxos…
Mas, quando realmente ficamos sem esses recursos básicos é que valorizamos a importância - e o uso frequente - deles. Sabe quando você machuca um dedinho e só aí percebe todas as vezes que precisa dele?
É assim que me sinto há dois dias sem energia elétrica em São Paulo. Ainda continuo a apertar o interruptor em todos os cômodos que entro, por pura força do hábito. Esquentar a comida no fogão, usando uma caixa de fósforo, me fez sentir como se vivesse no século passado. Nem o filtro de água funciona, pois é ligado na tomada. E o jantar, ao invés da luz de velas, foi iluminado por uma luminária USB, conectada a um power bank… Menos mal que o elevador está funcionando com o gerador e o chuveiro a gás está esquentando, já que é ligado por uma bateria.
Hoje, o escritório estava cheio de pessoas na mesma situação, vindas de diversos bairros da cidade. Todas revoltadas com o absurdo e o descaso das autoridades, principalmente em uma cidade deste tamanho. Puro caos.
Nas estações de metrô, muitas pessoas sentadas no chão, carregando o celular em tomadas publicas. Mercados, restaurantes e academias fechados, por não terem como atender seus clientes.
Cheguei em casa enquanto ainda estava claro e o pôr do sol estava lindo. Logo escureceu e voltamos às trevas. E, sem nada de interessante pra fazer em plena escuridão, mais um dia irei dormir beeeeem cedo.
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