Skip to main content

Soco no estômago

 Um soco no estômago. Foi o que senti ao ler “Pequeno manual antirracista”, de Djamila Ribeiro.

Percebi que todos somos racistas, por vivermos em um país com racismo estrutural desde a época da colonização. E também que, apesar de eu sempre ter apoiado a causa, pouco tenho efetivamente contribuído para combater o preconceito.

O silêncio nos torna responsáveis pela manutenção do racismo. 

O livro, como o próprio nome diz, é bem curto e fácil de ler, literalmente um manual prático sobre o que podemos fazer no nosso dia a dia para disseminar a cultura antirracista. 

Como uma mulher branca, devo primeiramente reconhecer que tive privilégios em relação aos negros e repudiar falas ou atitudes racistas sempre que percebê-las ao meu redor. 

Como líder de equipe, devo atuar na minha empresa para promover a equidade entre brancos e negros, tanto na contratação quanto na promoção desses profissionais para cargos de liderança.

Como leitora, devo ler autores negros, para aumentar meu conhecimento e a minha empatia sobre o tema. Ahhh… mas isso sim já estou fazendo! Alguns dos melhores livros que li esse ano falam da temática do racismo, tais como Um defeito de cor (de Ana Maria Gonçalves), O avesso da pele (de Jefferson Tenório) e Hibisco Roxo (de Chimamanda Adichie), além de Torto Arado (de Itamar Vieira Junior), que já tinha lido anteriormente. Os livros de Conceição Evaristo e a biografia de Nelson Mandela estão na minha lista para o próximo ano. 

E você, quais práticas antirracistas tem adotado?

Comments

Popular posts from this blog

Rotinas são superestimadas

O Milagre da Manhã é um livro que não quero ler. Sei que está na moda e que todos coaches motivacionais o recomendam. Mas acho que já sou disciplinada o suficiente e preciso muito mais relaxar do que colocar ainda mais pressão em mim mesma.  Me lembro uma vez que minha irmã sugeriu a meu sobrinho, que sempre tirava notas excelentes, que ele jogasse um pouco de vídeo game ou fizesse algo que gostasse bastante quando estivesse chateado, por exemplo, por causa da nota de uma prova. E sua resposta foi que nenhum dos seus amigos ouvia esse tipo de conselho de seus pais! Mas, como disciplinar uma criança que já se cobra o suficiente? Na minha opinião, minha irmã estava coberta de razão quando deu esse conselho a ele...  Comigo não é diferente. Tudo o que eu não preciso é acordar às 4:30h da manhã para tornar a minha rotina ainda mais estressante. Já acordo cedo para fazer exercícios, meditar ou arrumar a minha casa antes de trabalhar. E faço tantas coisas durante o dia! Por isso, me...

Colecionadora de histórias

Há alguns anos, fiz um teste de perfil do StrengthsFinder (Descubra seus Pontos Fortes, em Português), que me apresentou as seguintes características, entre outras: sou uma aprendedora , uma colecionadora e uma comunicadora . Ou seja, estou sempre buscando novos conhecimentos de diversos temas diferentes e gosto de interagir com as pessoas para obter e compartilhar todo este conhecimento.  Que eu era aprendedora e comunicadora eu até já sabia. Mas o conceito de colecionadora foi novo para mim e, a partir deste resultado, passei a descobrir novas formas de usar este ponto forte a meu favor. O teste dizia que, para potencializar essa característica, deveria estar sempre agregando novos conhecimentos e, além disso, criar um sistema para organizar estas informações, para que eu pudesse acessá-las facilmente.    Ou seja, unindo essas três características eu deveria estar sempre aprendendo coisas novas, colecionando todo este conhecimento, mesmo sem saber para que ele seria úti...

O paradoxo da escolha

Todo mundo quer ter liberdade de escolha. Mas, hoje em dia, ter muitas opções não traz apenas felicidade.   Você já parou pra pensar se era mais feliz quando tinha apenas 5 canais da TV aberta, ou hoje, quando você tem uma infinidade de filmes e séries em diversos streamings de vídeo diferentes para escolher? Ou ainda, se você sabia o que queria ouvir quando tinha apenas 10 CDs e 25 fitas cassete gravadas em casa, ou hoje, quando tem uma assinatura de streaming de música, onde você pode escolher qualquer disco, de qualquer rimo, de qualquer cantor, qualquer país, idioma ou época? Quando temos a possibilidade de múltiplas escolhas, a liberdade pode gerar ansiedade.   Se há muitas mesas disponíveis num restaurante, ficamos tão perdidos que não conseguimos nos decidir sobre onde queremos nos sentar. Da mesma forma, se há diversas vagas disponíveis em um estacionamento de shopping, por exemplo, ficamos dando voltas sem conseguir escolher qual delas é a melhor. E, depois que ...