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Soco no estômago

 Um soco no estômago. Foi o que senti ao ler “Pequeno manual antirracista”, de Djamila Ribeiro.

Percebi que todos somos racistas, por vivermos em um país com racismo estrutural desde a época da colonização. E também que, apesar de eu sempre ter apoiado a causa, pouco tenho efetivamente contribuído para combater o preconceito.

O silêncio nos torna responsáveis pela manutenção do racismo. 

O livro, como o próprio nome diz, é bem curto e fácil de ler, literalmente um manual prático sobre o que podemos fazer no nosso dia a dia para disseminar a cultura antirracista. 

Como uma mulher branca, devo primeiramente reconhecer que tive privilégios em relação aos negros e repudiar falas ou atitudes racistas sempre que percebê-las ao meu redor. 

Como líder de equipe, devo atuar na minha empresa para promover a equidade entre brancos e negros, tanto na contratação quanto na promoção desses profissionais para cargos de liderança.

Como leitora, devo ler autores negros, para aumentar meu conhecimento e a minha empatia sobre o tema. Ahhh… mas isso sim já estou fazendo! Alguns dos melhores livros que li esse ano falam da temática do racismo, tais como Um defeito de cor (de Ana Maria Gonçalves), O avesso da pele (de Jefferson Tenório) e Hibisco Roxo (de Chimamanda Adichie), além de Torto Arado (de Itamar Vieira Junior), que já tinha lido anteriormente. Os livros de Conceição Evaristo e a biografia de Nelson Mandela estão na minha lista para o próximo ano. 

E você, quais práticas antirracistas tem adotado?

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