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O quebra-cabeça da motivação

Daniel Pink é referência sobre motivação. Em sua palestra no TED Talks, ele fala sobre alguns estudos científicos já realizados sobre o tema, começando com o teste da vela, que me fez pensar se foi daí que surgiu a expressão "pensar fora da caixa"...

Ele desconstrói o quebra-cabeças da recompensa x motivação, defendendo que nem sempre os incentivos financeiros praticados pelas empresas favorecem a motivação de seus funcionários. Para trabalhos criativos, quanto maior a recompensa, maior o tempo que se leva para concluir a tarefa, ou seja, a recompensa bloqueia a criatividade. Apenas para trabalhos repetitivos ou operacionais a recompensa financeira realmente funciona. Ou seja, há uma falta de alinhamento entre o que as empresas praticam e o que os funcionários querem. 

Com a automatização do trabalho, cada vez mais os funcionários devem realizar trabalhos criativos e deixar que as máquinas sigam fazendo o trabalho automático. Portanto é essencial que as empresas repensem a forma de recompensar e motivar seus funcionários para este tipo de trabalho. 

Hoje, algumas empresas já permitem que um percentual do tempo de seus funcionários seja dedicado à criatividade, para que eles possam fazer o que eles quiserem. Isso representa a maioria das ideias inovadoras, que se transformam em novos produtos e em receita para estas empresas. 

Para entender melhor sobre a motivação, devemos separar fatores intrínsecos de extrínsecos. Fatores extrínsecos, tais como o dinheiro, nem sempre agem como um motivador. Porém, quando os funcionários são pagos de forma justa, eles se motivam muito mais por fatores intrínsecos, tais como significado e propósito.

Os três principais fatores intrínsecos que favorecem a motivação dos funcionários são os seguintes:

O primeiro é a dar autonomia com responsabilidade. Hoje em dia, cada vez mais as empresas estão adotando modelos de trabalho ágeis e enxutos, que incentivam a gestão descentralizada e o autogerenciamento. Porém, vemos que ainda há muita resistência da liderança em mudar a forma de trabalho com que eles estão acostumados.

O segundo ponto é permitir o desenvolvimento contínuo das pessoas. Quando os funcionários sentem que estão melhorando e progredindo, eles ampliam sua zona de conforto e se motivam mais. Por outro lado, a falta de desenvolvimento profissional provoca um alto grau de desmotivação nos funcionários. 

E por fim, garantir que a missão e as metas da empresa sejam comunicadas aos funcionários, para que eles tenham visibilidade de como o seu trabalho se encaixa no objetivo da organização. Quando fazemos coisas que nos importam, nos sentimos mais motivados. 


"He had come a long way to this blue lawn, and his dream must have seemed so close that he could hardly fail to grasp it".


The Great Gatsby (Scott Fitzgerald)

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